sexta-feira, 3 de junho de 2016

Jesus se decepcionou.

jesus se decepcionou.
Pr. Themmy Lima
Tema: Decepção e traição.  
Título: Jesus se decepcionou.
Texto:e Judas Iscariotes, o que o traiu.” (Marcos 3.19)
Introdução: Que tipo de ligação pode existir entre traição e decepção? 
            No sermão do último 02 de Junho de 2016 – ministrado a congregação, falei sobre ocorrências de decepções, alguns dos motivos pelos quais tanto sofremos quando somos decepcionados. A natureza humana não está preparada para a decepção.
            Assim como a essência Divina, nós os seres humanos possuímos partículas do nosso Criador, por pior que tenha sido o estrago causado pela queda, o homem é inclinado ao bem, procuramos sempre a perfeição isto está em acordo com a unibenevolência.
            Repudiamos as ações más, no entanto, não conseguimos nos desvencilhar delas, o Apóstolo Paulo assim confirmou a degradação parcial da natureza humana: (Rm 7.19 – “Porque não faço o bem que quero, mas o mal que não quero, esse faço.”.
            A traição só se estabelece quando somos contrariados geralmente por alguém que confiamos e amamos é durante o processo de conhecimento que ocorre o risco de sermos decepcionados.
            Quando determinada pessoa age em desacordo com o quer a lógica estabelece sendo ético e moral, encaramos a ocorrência como “decepção” que nada mais é que desapontamento ou desgosto, ou seja, quando pessoas não atingem o alvo esperado nos desapontam ou causa frustração ao nosso goso malogrando nossa espectativa.
           
ENTENDENDO A TRAIÇÃO – A Palavra “traição” – vem do latimtradere” que sign; (entregar) quando texto de Marcos 3.19 diz: “o que o traiu” está dizendo “aquele que o entregou”, aliás, foi justamente isto, que fez Judas ao entregar Jesus aos soldados romanos.

            Com base nesta introdução quero apresentar alguns sentidos para o chamado, nomeação e escolha dos servos do Senhor, naqueles dias e que está válido também para nossos dias.

1        – O CHAMADO v.13
Subiu ao monte – o texto grego diz apenas “o monte”, mas essa referencia é algo mais do que uma informação geográfica, pois no costume  e cultura da época o monteou o cume dos montes era tradicionalmente cenário para atos divinos e solenes a herança de Elias no Monte Carmelo era vivido em seus corações e costumes a resposta a oração de Elias assim Jesus ao dirigir-se ao monte, seus discipulos agora convocados esperavam uma resposta de Deus para sua convocação.  Lucas é o único que nos informa ter Jesus orado a noite toda para escolher os apóstolos. (Lc 6.12) Mateus vai dizer que ele estava só nessa missão. (Mt 14.23)
1.1  o chamado vem pelo alto
1.2  o chamdo é pelo querer divino
1.3  o chamadi visa o servo vir à ELE
   
2        – A NOMEAÇÃO v.14
(A palavra nomeação como a vemos hoje não parece nos principais manuscritos emnsso idioma o mais aproximado seja, “designou”, seja como for, a convocação é seguida da nomeação = “ser enviado” como uma função e não um oficio.)
2.1 a nomeação tem limite
2.2 a nomeação visa estar com/para ELE
2.3 a nomeação pregar a PALAVRA           
2.4 a nomeação atribuí poder: 2.4.1 – sobre o mundo físico
                                              2.4.2 – sobre o mundo espiritual

3 – OS ESCOLHIDOS v.16-18
(Os escolhidos que também aparecem em (Mt 10.2-4; Lc 6.14-16 e At 1.13), são pessoas imperfeitas carregadas de erros e pecados, por isso o treinamento dos doze é fator importantissimo nos quatro evangelhos, mais do que serem treinados por Jesus (o Criador do universo), era a sua companhia mais do que suficiente.
3.1 Simão – teve seu nome trocado por Jesus seu equivalente no aramaico traduzido é Cefas. (Jo 1.42)
3.2 Tiago – a informação é que era filho de Zebedeu. (é apelidado de Filho do travão (Lc 9.54)), sobre esta aplicação vale registrar que no Oriente Médio o nome estava intimamente ligado à própria essência do ser de uma pessoa. Por isso o termo “filho d trovão” pode referir-se ao caráter de Tiago e João, de forma positiva uma vez que o futuro iria se encarregar de mostrar-lhes os sofrimentos que passariam por amor a Jesus. (Mc 10.38-40)  
3.3 João – irmão de Tiago a, portanto, filho de Zebedeu. (também apelidado de Filho do travão)
3.4 André – Pouca informação se possuiu sobre esse homem, a não ser, ser uma pessoa gentil e simpática. (Jo 1.40, 41; 6.8; 12.22)
3.5 Filipe – (Jo 1.43) por esta passagem vemos que foi chamado no dia seguinte aos demais, assim como a maioria temos poucas informações sobre ele a não ser referências traumáticas descritas por João. (Jô 6.5-7; 12.21; 14.8)
3.6 Bartolomeu – a referência é que seja em Aram. Bar (filho), de Tolmai geralmente identificado com Natanael.
3.7 Mateus – sua profissão o ligava aos odiosos de Roma. Por isto talvez Marcos em 2.14 o descreva como “Levi” talvez por ser descendentes dos levitas.
3.8 Tomé – será decisivo para entendermos a natureza pecaminosa do homem. João retrata Tomé por “Dídimo,” = ser duplo ou ser gêmeo. (Jo 11.16)
3.9 Tiago – filho de Alfeu. Seria ele irmão de Levi filho de Alfeu (2.14)?
3.10 Tadeu – Alguns manuscritos o tratam como “Lebeu”, mas sabemos ainda menos que os demais.
3.11 Simão – a informação que possuímos é que ele era “Zelote” ou “um zelote”. Quem eram os zelotes?
Os zelotes eram um grupo que advogavam revolta armada contra os dominadores romanos, e conseguiram suscitar um fervor nacionalista a um ponto que os judeus palestinos se uniram em rebelião contra Roma, em 66 d.C. Barrabás era um desses nacionalistas muito provavelmente amigo de Simão (Mc 15.7) Jesus advertiu sobre isso (Lc 13.1-5), Mas um fator deve ser registrado o fato de Jesus ter conseguido alistar Pedro e transformar seus ideais nacionalistas é um fator notável e inconfundível sobre o poder a graça de deus sobre sua vida e missão.
3.12 Judas – “o escariótes” = “contestado” mesmo sendo chamado pela Luz preferiu as trevas, na ilusão de não ser descoberta suas obras. (Is 2.19 – Os 10.8 – Lc 23.30 – Ap 6.16) cf; Mc 14.21)
Alguns biblistas têm tentado ligar o nome “escariótes” a duas interpretações possíveis:
a)      Aos sicários = “homens de punhal” ou assassinos. (uma espécie de ala esquerda dos zelotes)
b)      Homem de Kerioth (cidade da Judéia) se for verdade Judas seria o único que não era Galileu.

Hendriksen um comentarista reformado que segue a linha calvinista incrivelmente e seguindo a linha bíblica deixando de lado interpretações pessoas corretamente afirma que “Esse homem, apesar de ser totalmente responsável por suas obras, foi um instrumento do diabo (Jo 6.70-71)”. Pg. 168.

O FATOR DECEPÇÃO – Uma vez apresentado todas as posições sobre decepção e traição bem como a apresentação dos discípulos que se tornariam apóstolos concluímos que o ato de contrariar uma expectativa ética e moral está relacionado aos possíveis desvios bíblicos que determinada pessoa possa cometer.
Em meu livro FAMÍLIA E IGREJA            apresento estes 9 tipos de pessoas em relação à Igreja.
Na mensagem de ontem utilizei apenas três das nove passagens as quais faço notória ao leitor.

Desviados da fé – “Ora, o fim do mandamento é 2 a caridade de um coração puro, e de uma boa consciência, e de uma fé não fingida. Do que se desviando alguns, se entregaram a vãs contendas,”. (1Tm 1.5-6)
A decepção normalmente nos toca quando a pessoa que amamos encontra-se desviada da fé, seu coração não está puro, sua consciência está em mal estado e sua fé torna-se fingida, (não é autêntica), metem-se rapidamente em confusões (vãs contendas).
  
 Desviados da doutrina – a “Tu repreendeste asperamente os soberbos, amaldiçoados, que se desviam dos teus mandamentos.” (Sl 119.21)
A decepção ocorre por que esperamos de alguém que seus atos sejam o que a própria Bíblia diz ser si, sim x não, não, mas como esperar algo desse gênero se a pessoa está fora da doutrina, ou seja, afastada dos mandamentos bíblicos, mesmo que não queiramos temos que corrigir com asperamente na expectativa que venham entender seu estado atual.  

Desviados da verdade – “não dando ouvidos às fábulas judaicas, nem aos mandamentos de homens que se desviam da verdade.” (TT 1.14) pessoas que estão desviadas da verdade, (Jesus 14.6).
A decepção ocorre quando esperamos que estas pessoas fossem verdadeiras com seus atos e palavras, mas como esperar isso se estão fora dos padrões éticos e morais da Bíblia.

Conclusão: A decepção não é um estado ruim para quem é decepcionado, pelo contrário, é a evidência da verdade estampada em sua vida, é prova de que você está seguindo caminhos éticos o moral corretamente.
Por isto, meu amado e querido irmão continue se decepcionando com as pessoas é prova que você está na linha correta.
            Já parou para pensar:
            Será que Jesus errou ao escolher Judas?
            Será que Judas tinha sido predestinado para morrer?
            Ou foi uma escolha que fez com o ministério que o Senhor lhe confiou?

            Já parou para refletir:
            Jesus nos escolheu, mas Judas também fez sua escolha.
            Jesus escolheu e foi para a cruz, Judas escolheu e foi para a forca.
            Jesus escolheu morreu e ressuscitou, Judas escolheu e morreu eternamente.  
           
            Não se preocupe com as decepções Judas se enforca sozinho foi ele quem traiu, Deus só nos mandará para o local que em vida escolhermos estar na eternidade.    


Bibliografia
Marcos Introdução e Comentário – MULHOLLAND, Dewey M. – Vida Nova – Pg. 71.
Comentário Bíblico Broadman Vol. 8 – OLIVEIRA, ADIEL A. – JUERP – pgs. 353-356.
Comentário do Novo testamento Marcos – HENDRIKSEN, William – CEP – Pgs. 161-170.
Bíblia de estudo Pentecostal – STAMPS, Donald – CPAD – Diversas Paginas.
Dicionário Bíblico Etimológico de Nomes Bíblicos – MORAES, Elias S. – BEIT SHALOM – – Diversas Paginas.
Novo Dicionário Aurélio da Língua Portuguesa 2ª edição revista e ampliada – FERREIRA, Aurélio Buarque de H. – NOVA FRONTEIRA – Pgs. 524 e 1697.



2 2 ou o amor

segunda-feira, 23 de maio de 2016

O que é autoridade quando associada a igreja? Por. Davi Lucas da Silva.

Tema: O fator autoridade da Igreja.
Título: O que é autoridade quando associada a igreja?
Por. Davi Lucas da Silva.

Quando perguntamos o que é Autoridade associada a Igreja, logo nos vem à mente muitos atos de poder que nossas igrejas têm efetuado, como o ato de expulsar os demônios, o ato de curar as doenças que atinge o corpo físico de uma pessoa, o ato de libertar pessoas de vícios, e até mesmo de supostamente mudar o destino financeiro de pessoas, mas a grande pergunta que não cala é; 
E depois???... E depois???... 
Qual o caminho para onde seguir depois que o demônio não estiver mais em minha vida?
E a minha alma, precisa de cura também, assim como ocorreu com meu corpo?
O que faço com este pensamento positivo de triunfalismo e de positivismo que foi colocado em minha mente? 
Preciso fazer algo mais para ser prospero? 
        São as dúvidas que pairam sobre as mentes destes que foram beneficiadas pelos nossos “atos de poder e autoridade”. 
        Todos que percorrem o caminho destes atos de autoridade evocam sempre um amparo pelo qual respaldam sua autoridade; “a palavra de Deus ou o próprio Deus”, e é por isso que as pessoas acreditam em nós; quando vêem de alguma forma o poder de autoridade que demonstramos possuir quando nos apresentamos em nossos cultos!!!Mas até que certo ponto a palavra que nós pregamos é de fato a palavra de Deus e que de fato a autoridade do Reino de Deus está conosco? É o que nos propomos a vos falar.
       Na narrativa Bíblica do Novo Testamento, observarmos muitos atos que demonstram a autoridade de Jesus, muitos são mais evidenciados com mais detalhes e clareza pelos Evangelistas do que outros;mas é muito interessante observarmos que na maioria das vezes estes atos são pedagógicos, onde a pessoa que é liberta, é convidada a mudar de pensamento em relação ao pensamento que a dominava antes; exemplo disto está registrado no Evangelho de São João, no capitulo 3, dos versículos 1 ao 21, neste texto Nicodemos, um Fariseu que também era uma autoridade entre o povo judaico, um membro do supremo tribunal dos judeus,foi ter com Jesus de noite, ao se dirigir a Jesus, este homem lhe disse: “Rabi, sabemos que tu és mestre vindo da parte de Deus, pois ninguém pode “fazer os sinais” que tu fazes se Deus não for com ele”. Nicodemos constatou que a autoridade que Jesus exercia era amparada por Deus, pelos feitos que Jesus realizava; e olha que ele mesmo não tinha recebido nenhum milagre em si mesmo; a sua percepção é a partir do que talvez tivesse visto ou ouvido.Com certeza Nicodemos nunca tinha ouvido Jesus falar (discursar), ele constatou que Jesus era um “mestre”, um professor, pelo que Jesus realizava. 
        O mais interessante é que,ao contrário do que Nicodemos esperava, Jesus muda totalmente a direção de seu interesse, para um patamar mais elevado, Jesus afirma que, para que de fato possamos ver e entender o que é verdadeiramente o “Reino de Deus”, temos que sermos gerados do Alto, gerados por Deus; o que Nicodemos via, não era “O Reino” propriamente dito. Sinais miraculosos são placas de sinalizações que apontam para algum lugar, foi justamente isso que ocorreu com Nicodemos, ele foi dirigido a Cristo; o problema é que não dá mais para Igreja continuar na mística das placas de sinalizações a vida toda, precisamos de um norte a seguir, foi justamente o que Jesus fez, Jesus apresentou o caminho para que Nicodemos pudesse conhecer o “Reino” por dentro, a entrar neste “Reino” (Jo 3. 4-5) que diz:
“Perguntou-lhe Nicodemos: Como pode um homem nascer, sendo velho? Porventura pode tornar a entrar no ventre de sua mãe, e nascer? Jesus respondeu: Em verdade, em verdade te digo que se alguém não nascer da água e do Espírito, não pode entrar no reino de Deus”. 

              Vejamos que Jesus está passando a exercer autoridade sobre Nicodemos no campo das ideias, Jesus está sendo pedagógico no seu dialogo, está levando Nicodemos a refletir, está influenciando o seu ato de pensar; está fazendo com que o mesmo reveja os seus conceitos da “Mística das placas de sinalizações”. Nicodemos faz uma afirmação que aparentemente demonstra algum tipo de certeza, mas depois que Jesus o responde, também com uma afirmação, Nicodemos sairá da sua aparente certeza, para o campo das dúvidas, pois diante da fala de Jesus, Nicodemos fará três perguntas a Jesus, descritos no versículo 4 e no versículo 9.
1° Como pode um homem nascer, sendo velho? 
2° Pode, porventura, tornar a entrar no ventre de sua mãe, e nascer? 
3° Nicodemos perguntou: Como pode ser isso? 
         A sua aparente certeza parece já não o satisfazer, pois as suas convicções foram colocadas em xeque.
      Concluo minha fala dizendo que, é urgente a necessidade do exercício da verdadeira autoridade da Igreja nos dias atuais, isto em todas as áreas que a mesma atua, estamos vendo uma multidão de pessoas com muitas placas de sinalizações em suas vidas, mas que não as dirigem a nenhuma certeza, a nenhuma convicção, masque lhes trazem sim as infindas dúvidas quanto a religiosidade que lhes foram pregadas; que não as deram direção nenhuma ao verdadeiro Evangelho do Cristo, e nem ao Cristo do Evangelho, são ovelhas que foram parar nos dentes dos malandros da fé, que as ludibriaram com seus discursos Heréticos.
      Os resultados do exercício da autoridade destas pseudo-igrejas, é constatado pela apatia que se percebe nitidamente,pelo exercício mórbido da sociedade cristã atual, pelos evangélicos que não tem evangelho, pelos oradores que vomitam seus verbos bem conjugados, mas quando olhamos para suas vidas, chegamos a conclusão que os mesmos estão andando de mãos dadas com aquele que tentou tomar o lugar de Deus nos céus.
         Findo minhas palavras fazendo uso de uma frase de Justos L. Gonzáles, de seu livro introdução a Teologia Cristã, páginas 22 e 23: 

“É somente pela graça de Deus que nossas palavras podem se tornar a palavra Dele. 
É somente pela graça de Deus que a proclamação da Igreja pode ser a proclamação da palavra de Deus. 
É somente pela graça de Deus que as ações da Igreja podem ser sinais do Reino do Eterno Deus”.


Que Deus em sua infinita bondade, nos ajude em nome de Jesus.
Soli Deo Glória.
Texto desenvolvido por Davi Lucas da Silva, Diretor e professor da Escola Teológica Beth Shalom

sexta-feira, 15 de abril de 2016

HERMENÊUTICA ORTODOXA - Por Pr. André Antonio

Por Pr. André Antonio 
HERMENÊUTICA ORTODOXA
VOLTANDO AOS VALORES BIBLIOCÊNTRICOS
Enquanto ortodoxia é uma palavra derivada do grego que significa “correta opinião”, a Hermenêutica é a arte da interpretação do texto bíblico.
Entendemos que a expressão “hermenêutica ortodoxa” se faz necessária por tantos sentidos a ela aplicados e por diversas correntes que a exploram ao longo da história. Podemos chegar a um padrão hermenêutico puro na prática ministerial, das igrejas evangélicas contemporâneas?
A igreja está inserida no contexto social. A sociedade pós-moderna é regida por valores. Os valores de uma pessoa, sociedade ou instituição, constituem-se basicamente do que cada um investe do seu tempo, dinheiro e energia.
As igrejas estão sendo fortemente influenciadas por valores moldados ao antropocentrismo, consumismo, materialismo, pluralismo entre outros. E isso se vê na igreja por meio de sua teologia e, por consequência, em seus sermões. Esta realidade com certeza prejudica a ortopraxis da igreja, a saber, a correta prática.
A Bíblia Sagrada deve ser o manual de regras e fé para a Igreja de Cristo, bem como o Manual do Fabricante. Deus fez o homem, e a Bíblia ensina como ele deve funcionar (espiritualmente – biologicamente – psicologicamente – socialmente). Como o leitor é o interprete, ele deve ter as ferramentas corretas para obter uma hermenêutica ortodoxa.
O problema está em nossa ortopatia. O que amamos? Pelo que estamos de fato apaixonados? O que faz encher uma igreja hoje? Uma hermenêutica reformada? Ou uma hermenêutica alegórica com aplicações egocêntricas? Nossos cultos são teocêntricos ou antropocêntricos? Todos os verdadeiros avivamentos foram com base em uma hermenêutica ortodoxa, iniciada por Esdras. A igreja precisa se voltar para as sagradas escrituras, abandonar os shows e as falsas doutrinas, tais como a da prosperidade. Precisa amar mais a Deus e ao próximo do que a si mesma.
Os líderes da Igreja Cristã têm a resposta. A práxis da Igreja deve ser bibliocêntrica, livre de toda interpretação humanista, hermenêutica alegórica, fantasiosa, sem compromisso com o método gramatico-histórico. Teoricamente, sabe-se que o texto não pode significar hoje o que não significou para seus primeiros leitores. Deve-se abandonar os benefícios antropocêntricos de uma falsa doutrina e dar-se ao trabalho de dedicar-se ao texto bíblico com uma hermenêutica reformada e cristocêntrica. O segredo está em uma hermenêutica Ortodoxa, Ortoprática e Ortopática.
Por André Antônio de Souza.

segunda-feira, 11 de abril de 2016

Integridade na Sociedade - Themmy Lima


Integridade na Sociedade -

Pr. Themmy Lima

Estou praticando um devocional diário com minha mulher, hoje ela leu o Salmos 15 - carregado de (perguntas - respostas e reflexões) "Senhor, quem habitará no teu tabernáculo? Quem morará no teu santo monte? Aquele que anda em sinceridade, e pratica a justiça, e fala vorazmente segundo o seu coração; aquele que não difama com a sua língua, nem faz mal ao seu próximo, nem aceita nenhuma afronta contra o seu próximo; aquele cujos olhos o réprobo é desprezado; mas honra os que temem ao Senhor; aquele que, mesmo que jure com dano seu, não muda." chamou-me a atenção duas falas. (1) aquele que não difama com a sua língua, nem faz mal ao seu próximo, nem aceita nenhuma afronta contra o seu próximo. E (2) aquele que, mesmo que jure com dano seu, não muda. Atualmente é normal aceitar tudo o que se ouve de um irmão sem nem mesmo avaliar as duas partes envolvidas estabelecendo sem dó e sem medida o veredito que só pertence a Deus; Não obstante honrar sua palavra coisa que em nossos dias é uma raridade, falar e cumprir carrega uma elasticidade incontável de distância.
Quando dispomos emprestar nossos ouvidos a ouvir calunias sobre um irmão, somos tão participantes do reino das trevas quanto aquele que falou.
A inveja é um câncer que corrói a vida de quem não anda verdadeiramente com Deus, este tipo de pessoa necessita de auxilio, para retornar a vida, seu estado é de medo e solidão, ainda que se mantenha aparentemente firme seu espiritual está abalado, tem medo de qualquer pessoa entende que esta pessoa venha lhe causar sombra.
A maneira mais eficaz que entender lhe ser seguro, é caluniar este tipo de pessoa, neste sentido precisamos estar atentos as investida do diabo, porque podemos perder uma grande amizade por informações erradas.
Quando dou um aconselhamento pastoral digo sempre que ouvir uma só parte, é participar do erro, ouvir as duas partes é ser sensato e correto para com Deus que nos dará o devido discernimento.
Por isto, que ao darmos nossa palavra em qualquer que seja a situação devemos ter em mente que ela não deve voltar a trás, se falarmos devemos assegurar nossa palavra, tal posição nos garante credibilidade e confiabilidade.
Às vezes já perdi a confiança em alguém por não conseguir enxergar crédito em suas palavras. È justamente o que o (Salmos 15) nos ensina ouvir duas partes pára não incorrer ter que voltar a palavra que proferimos atrás, porque se dela gozarmos devemos mantê-la ainda que tenhamos dano pessoal.
Talvez tenha sido por isso que a Bíblia nos ensine a dizer "sim, sim ou não, não"
Pense nisso.

 Pr. Themmy PrThemmy Lima.

sábado, 12 de março de 2016

EBD – Lição 11 13 Março 2016 - Por Pr. Themmy Lima

EBD – Lição 11
13 Março 2016.
Pr. Themmy Lima.
Tema: O Juízo Final.
Texto Áureo: Ap. 20.11 E vi um grande trono branco e o que estava assentado sobre ele, de cuja presença fugiram a terra e o céu; e não foi achado lugar para eles.   
Verdade Prática: Todos os ímpios terão de prestar conta dos seus atos perante o Supremo Juiz.

LEITURA BÍBLICA EM CLASSE:
João 3.18-19; Apocalipse 20.11-15
18 Quem crê nele não é julgado; mas quem não crê, já está julgado; porquanto não crê no nome do unigênito Filho de Deus.   19 E o julgamento é este: A luz veio ao mundo, e os homens amaram antes as trevas que a luz, porque as suas obras eram más. 
11 E vi um grande trono branco e o que estava assentado sobre ele, de cuja presença fugiram a terra e o céu; e não foi achado lugar para eles.    12 E vi os mortos, grandes e pequenos, em pé diante do trono; e abriram-se uns livros; e abriu-se outro livro, que é o da vida; e os mortos foram julgados pelas coisas que estavam escritas nos livros, segundo as suas obras.    13 O mar entregou os mortos que nele havia; e a morte e o hades entregaram os mortos que neles havia; e foram julgados, cada um segundo as suas obras.    14 E a morte e o hades foram lançados no lago de fogo. Esta é a segunda morte, o lago de fogo.    15 E todo aquele que não foi achado inscrito no livro da vida, foi lançado no lago de fogo.

A primeira observação está no v18 de João – o termo “crê” está no presente o que indica atualidade, jamais estará no furo nem no futuro.
A segunda observação também no v18 de João – o termo “julgado” aponta para o Tribunal do Trono Branco, este tribunal leva o nome de “Branco” devido à santidade e imparcialidade de Jesus, portanto, não condenará o inocente muito menos absolverá o culpado, a este critério damos o nome de “Justiça”.
A terceira observação no v19 de João – o termo “mundo” este termo não fala do globo terrestre, mas do “homem”.
 A quarta observação no v19 de João – o termo “obras” apontando para “ações e desejos” e não trabalho.
A quinta observação no v13 de Apocalipse – os verbos “entregou e entregaram” apontando para o  passado, algo que está fora do alcance da mente humana é um processo atribuído ao Senhor Jesus que o entende como atual nossa mente, no entanto, o entende como retroativo.  
                                                                       – as palavras “Mar e morte e hades” são termos que devem ser analisados distintamente:
Mar – fala de: povos, nações, pessoas.
Morte – separação
Hades – (inferno = tormento) Obs. Deve-se tomar cuidado ao aplicar este nome, pois é oriundo do paganismo grego, significava o nome de “Plutão” que era um “deus” grego do submundo.   

A sexta observação no v14 de Apocalipse – novamente os termos “morte e hades”; diz o texto:  (foram lançados) o que mostra não ser uma figura abstrata, mas ações pertinentes ao mundo espiritual.
 A sétima observação no v14 de Apocalipse – a frase “segunda morte” remete a pergunta:
O que vem a ser a “segunda morte”?
A segunda morte é a separação eterna do homem para com Deus. (Veja Rm 3.36)
Este versículo de Romanos nos fornece duas verdades que se pactuam:
O homem jamais esteve separado de Deus.
Devido à queda o homem passou estar separado da glória de Deus.
A oitava observação no v14 de Apocalipse – a frase “segunda morte” leva-nos as seguintes verdades.
Ler Ap. 2.11 aponta para o estado vendedor e premiação eterna.
Ler Ap. 21.8 (Cf. 20.8) “a sua parte será” aponta para premiação negativa.
A morte não é o cessar de existir, mas a existência fora do que Deus planejou.  (1Tm 5.6)
Não estava planejado por Deus o homem viver fora do corpo (primeira morte), nem que existisse fora da presença de Deus. (Ap. 21.8 Cf. 22.15)
A segunda morte não quer dizer que a pessoa não exista como ensinam algumas seitas.  

Isso é uma besteira porque a besta e o falso profeta se acham ainda na segunda morte. (v.10,14;19.20)

sábado, 5 de março de 2016

Milênio Um Tempo Glorioso para a Terra Pr. Themmy Lima


EBD – Lição 10
06 Março 2016.

Tema: Milênio Um Tempo Glorioso para a Terra.
Texto Áureo: Ap. 20.4
Verdade Prática: O mundo conhecerá o reinado de Jesus durante o Milênio. Será um tempo de paz e harmonia jamais visto.
Pr. Themmy Lima
LEITURA BÍBLICA EM CLASSE:
 1 E vi descer do céu um [1]anjo que tinha a [2]chave do abismo e uma grande cadeia na sua mão.
2 Ele prendeu o [3]dragão, a antiga serpente, que é o diabo e Satanás, e amarrou-o por mil anos.
3 E lançou-o no [4]abismo, e ali o encerrou, e pôs selo sobre ele, para que mais não engane as nações, até que os mil anos se acabem. E depois importa que seja solto por um pouco de tempo.
4 E vi tronos; e assentaram-se sobre eles [5]aqueles a quem foi dado o poder de julgar. E vi as almas daqueles que foram degolados pelo testemunho de Jesus e pela palavra de Deus, e que não adoraram a besta nem a sua imagem, e não receberam o sinal na testa nem na mão; e [6]viveram e reinaram com Cristo durante mil anos.
5 Mas os outros mortos não reviveram, até que os mil anos se acabaram. Esta é a primeira ressurreição.
6 Bem-aventurado e santo aquele que tem parte na primeira ressurreição; sobre estes não tem poder a segunda [7]morte, mas serão sacerdotes de Deus e de Cristo e reinarão com ele mil anos.

V4 – não receberam o sinal na testa nem na mão – Uma dúvida. Isso ocorre antes ou Durante a da Grande Tribulação?
V4 – aqueles a quem foi dado o poder de julgar – Pedro atribui a Igreja cinco pontos. (1Pe 2.9)

Uma afirmação: Mas vós sois
                                                1) a geração eleita
                                               2) o sacerdócio real
Quatro qualificações:             3) a nação santa
                                               4) o povo adquirido
Um propósito: Para que anuncieis as virtudes daquele que vos chamou das trevas para a sua maravilhosa luz. 1 – Ver (Rm 8.17) diz respeito a Igreja glorificada (Ap 19.14) Cf. (1Co 6.2-3)
2 – Só para os vencedores: (Rm 8.37) Cf. (Ap 3.21) – (1Co 15.57)

SOBRE O MILÊNIO
 Dois fatos acorrem no período do milênio:   1) Satanás é amarrado por mil anos.
                                                                    2) Os fiéis reinam com Cristo.

PERGUNTAS SOBRE O MILÊNIO PARTE 1
Quando ocorrerá o Milênio?
            Após a setuagésima semana de Daniel, ou seja, depois da Grande Tribulação, este período é também conhecido como a angústia de Jacó. (Jr 30.7)
O que é o milênio?
            O milênio nada mais é do que a resposta de Deus à oração de Jesus. (Mt 6.10)
®    Venha o teu Reino                             – um pedido que só JESUS podia fazer.
®    Seja feita a tua vontade                      – A SOBERANIA de Deus.
®    Tanto na terra como no céu               – envolvimento dos reinos (a) celeste (b) terreno.
Nota importante: Ser arrebatado por Cristo não constitui disputa entre os evangélicos.
            A questão tem a ver com o fato de o arrebatamento ser:
a)      Antes.......................... Pré
b)      Durante...................... Meso
c)      Depois........................ Pós
            De a Igreja ser arrebatada por Cristo. Ler apocalipse 20. (veja o quadro)

PERGUNTAS SOBRE O MILÊNIO PARTE 2
Como será o milênio?
            Será um período de mil anos de paz e justiça social sobre a Terra.
            Quase que totalmente liberta da poluição, do ódio e de todos os terríveis efeitos do pecado.

1)      João viu a Nova Jerusalém descendo dos céus, mas não toca na terra. (Ap 21.10-Ap 21.2)
2)      As nações que ficarem após a grande tribulação caminharão na sua luz...”. (Ap 21.24)    
            Duas cidades: (1) uma terrestre embaixo (2) outra celeste nos ares.
3)      De Sião (a cidade celeste) haverá um anuncio da Jerusalém terrestre. (Is 2.3)
4)      Será impossível descrever o tamanho da cidade celeste?
Vejamos: 12 mil estádios multiplicados por 185 darão a medida cúbica da cidade:
dez bilhões, novecentos e quarenta e um milhões e quarenta e oito mil quilômetros.
Obs.: Esse número é incerto por isso Jesus disse “Na casa de meu Pai há muitas moradas...” (Jo 14.2)

5)      A glória de Deus será manifestada – tal como no deserto (Ex 14.19,20; 40.34-36).
            Olhe o que Isaías disse (Is 24.23).
6)      A manifestação da “shekinah” – (Zc 8.22,23; Mq 4.2; Ap 21.26).
7)      Longevidade – Os homens tentam prolongar a vida física sem êxito.        
            No Milênio os homens terão vida como à das árvores. (Is 65.22).
8)      Haverá plenitude de poder espiritual. (Jl 2.28).
9)      Haverá salvação para quem invocar o nome do Senhor. (Jl 2.32).
10)  Haverá um templo um local santo que nem todos poderão penetrar. (Ez 38.8-12).
Somente os filhos de Levi, os sacerdotes a quem Deus escolher. (Ez 38.11; Ml 3.3,4; Ap 20.4-6).
11)  Haverá paz e justiça quanto à política governamental do Senhor Jesus. (Is 11.5)
12)  Os animais não serão ferozes, deixarão de ser carnívoros, passarão a herbívoros. (Is 11.6-9; 65.25)
13)  Ninguém “dirá estou doente...”. (Is 33.24 - Is 30.26)
14)  Cegos, surdos, mudos e os coxos receberão cura naquela época. (Is 35.5,6; Zc 13.1)
15)  A natureza ajudará no processo de restauração. (Ez 47.12; Ap 22.2)

PERGUNTAS SOBRE O MILÊNIO PARTE 3
            Haverá morte no Milênio e enfermidades?
Resposta: Haverá, porém em proporções resumidas: ( Is 65.20)- ( Zc 14.12,17-19).
1)      A maldição não será totalmente tirada da terra havendo ainda morte, doenças. (Zc 14.12-16; Is 65.20).
2)      As palavras de Paulo –“É necessário que Ele reine até que ponha todos os seus inimigos debaixo de seus pés” (1Co 15.25 -falando do reino milenar).
3)      O último inimigo – a ser destruído é a morte. (lCo 15.25-27).
4)      Somente no fim do Milênio a morte e todos os poderes infernais serão totalmente destruídos. (lCo 15.55,56; Rm 16.20; Hb 2.14,15).

Que o Senhor nos dê da sua graça, para gozarmos de todas as bênçãos celestiais em Cristo! Amém.




[1] Ap 9.1
[2] Ap 1.18
[3] Ap 12.9; 2Pe 2.4; Jd 6
[4] Dn 6.17; Ap 16.14,16; 20.8
[5] Dn 7.9,22,27; Mt 19.28; Lc 22.30; 1Co 6.2-3; Ap 6.9; 13.12-13,15-16
[6] Rm 8.17; 2Tm 2.12; Ap 5.10
[7] Ap 2.11; 1.6; 5.10; Is 61.6; 1Pe 2.9

EBD CAST | 02/01/2026 | Rádio AD FM SP