terça-feira, 15 de setembro de 2015

O que é Hânukká? - THemmy Lima








O que é Hânukká?
João 10.22- 
E em Jerusalém havia a Festa da Dedicação, e era inverno.

            A expressão “hânukkâ”, literalmente aponta para a palavra “inauguração”, mas a completude em volta desta palavra é tão grande e fantástica que cabe esclarecer ao leitor o inicio do seu surgimento. O melhor sentido aplicado a ela é “dedicação” (Hb) ou “Festa das Luzes”.
            Mas porque este nome é voltado a mais um mistério na cultura judaica?
            Procurarei apresentar abaixo sua história e simbologia.
A inauguração
            No ano 168 a.C. quando houve a inauguração do Templo em Jerusalém, segundo a tradição o azeite usado para iluminar as lâmpadas do candeeiro havia acabado, mas um vasilhame
lacrado foi achado seu recipiente continha o suficiente para iluminar um dia, ao usá-lo estabeleceu-se o inacreditável ele manteve-se aceso por longos oito dias.
            Esta ação sobrenatural atribuída a Deus, fez com que os judeus passem a comemorar o Hamucá durante oito dias, a começar de 25 Kislev.
            Esta comemoração se dá neste período em decorrência da rebelião da Judéia contra o domínio  dos Macabeus. A comunidade judaica nutre o sentimento de admiração e ao mesmo tempo uma espécie de impregnação de esperança, como se Deus sempre estivesse intervindo pela nação.
            O hamucá é considerado a festa menor entre as festas judaicas, durante oito dias, acende-se diariamente uma vela, num candelabro especial (Hamukiá), e celebras-se alegremente esta festa nos lares.


Derivação
            Para uma melhor e mais detalhada explicação sobre o “Menorah” é indicado o Livro “Esclarecendo Pontos Polêmicos da Bíblia”, onde faço uma abordagem elástica sobre o tema, mas o Hamukiá é uma derivação do Menorah que dá origem ao “hânukkâ”.
            Este deriva do menorá que nada mais é que (um candelabro), possui sete braços.
            Estes braços assim como o centro que seria a base representam os sete dias da criação.
            A história vai apontar em direção da vitória do povo judeu, contra os “selêucidas”; Mas afinal quem eram estes tais?


Sobre os selêucidas
            Quando Alexandre o Grande havia conquistado o Império Aquemênida, não muito tempo depois morreu e jovem, não deixando herdeiros para um vasto império de cultura parcialmente helênica.
            Mas seu forte senso de lideranças prevaleceu mesmo após sua morte, fazendo com que seus generais (os diádocos) interviessem em luta na tentativa de obter supremacia sobre o império deixado. Um desses generais se destacou entre os diádocos, seu nome era Seleuco, que se estabeleceu na Babilônia em 312 a.C. – este é o ano que geralmente é usado para definir a data da fundação do Império Selêucida.
            Suas ações tomaram campo imenso chegando ate a Grécia, fato que tomará corpo na história no século 2 a.C., quando os selêucidas uma dinastia de origem grega que dominava parte da Ásia na época tomaram e pilharam um templo sagrado para os judeus em Jerusalém durante três anos. No ano 165 a.C., os judeus finalmente conseguiram expulsar os selêucidas.

A reconquista
            Quando o templo sagrado foi reconquistado, encontraram um único cântaro (vaso) de óleo puro inviolado, que seria suficiente para manter aceso o menorá durante apenas um dia.  Milagrosamente, o óleo durou oito dias", afirma o rabino Henry Sobel.
            Para comemorar esse milagre, os judeus criaram um feriado chamado Chanuká, ou "Festa das Luzes", que acontece no fim de novembro ou durante o mês de dezembro. Oito dos nove braços do candelabro usado durante esse período de celebração correspondem aos oito dias do feriado.
Teologia histórica
            O termo ocorre oito vezes no hebraico e duas em cada uma das porções aramaicas de Esdras e Daniel.

            O substantivo é muito conhecido por causa do seu uso no período intertestamentário, quando designa o reestabelecimento da adoração no templo após a profanação por Antíoco Epifânio. Esta festa de “hãmukkâ” é mencionado em João 10.22.    

Bibliografia:
Esclarecendo Pontos Polêmicos da Bíblia Volume 2  - LIMA, Themmy  - Editora Mundo Teológico – Paginas 141 – 148.
Pequeno Vocabulário do Judaísmo - schlesinger, Hugo – Edições Paulinas – Pagina 102.
Dicionário Internacional de Teologia do Antigo Testamento – HARRIS, R. Laird e outros – Editora Vida Nova – Paginas493/493.

sexta-feira, 24 de julho de 2015

Salomão conseguiu alcançar a salvação?


Salomão conseguiu alcançar a salvação?
2 Cronicas 9.31- 
E dormiu Salomão com seus pais, 
e o sepultaram na Cidade de Davi, seu pai; 
e Roboão, seu filho, reinou em seu lugar. 

A
 questão sobre salvação é muito complexa, arminianos a vêem de uma forma, calvinistas a vêem de outra, mas quando estudada a luz da teologia bíblica, as interpretações inevitavelmente tendem a cair na aceitação do bom senso.
Sem medo de algum tipo de erro afirmo que os termos de Deus tornam fáceis qualquer aceitação.
Salomão teve realmente um:
Ö        Inicio fantástico,
Ö        Meio conturbado e
Ö        Fim inapropriado para um servo de Deus.

A Bíblia é clara as misericórdias do Senhor são os motivos de não sermos consumidos.
Portanto, devemos entender que no ultimo minuto de vida de alguém seja ele cristão ou não é um particular existente entre o CRIADOR e a criatura. E ninguém jamais poder responder ao que foi decidido naquele minuto final.
Ninguém já voltou da morte com autorização divina, para atestar como é no porvir.
Existe, contudo uma promessa de deus feita a Davi, se tomarmos por base que Deus é onisciente e não existe a mínima possibilidade de ELE se enganar, deduzimos com certa facilidade que Salomão se salvou sim.
O texto diz: 2 Sm 7.12-15.
"Quando teus dias se cumprirem e descansares com teus pais, então, farei levantar depois de ti o teu descendente, que procederá de ti, e estabelecerei o seu reino. Este edificará uma casa ao meu nome, e eu estabelecerei para sempre o trono do seu reino.
Eu lhe serei por pai, e ele me será por filho; se vier a transgredir, castigá-lo-ei com varas de homens e com açoites de filhos de homens. Mas a minha misericórdia se não apartará dele, como a retirei de Saul, a quem tirei diante de ti."
            Na Bíblia NTLH – está escrito mais claramente:
Porém não retirarei dele o meu amor.
A questão é!
Deus não dá nada a ninguém, sem propósito, meios e fins.
No caso de Davi e Salomão existe um sentido pautado na santificação.
Em virtude de Davi haver derramado muito sangue na jornada de seu reinado, a construção do templo que seria o local de habitação de Deus, mostrando sua presença ao povo de Israel, devia ser construído por Salomão.
            Algumas questões envolveram essa promessa de Deus.
a)      Deus queria que Salomão fosse o construtor do Templo.
b)      Prometeu que Salomão seria rei por ser/vir da descendência de Davi.
c)      Se Salomão transgredisse as LEIS, divinas seria castigado pelas leis dos homens.
d)      O sofrimento por seus erros viria dos homens e não de Deus.
e)      Deus garantiu a Davi que não retiraria dele SEU Espírito Santo.

No livro de 1Pe 3.18-20 tenho base para defender a salvação de Salomão.
A morte de Jesus possibilitou ao CRIADOR do mundo pregar aos espíritos em prisão, mostrando que o poder de Deus sobre a morte já estava estabelecido sobre ele, tanto que o próprio Jesus pregou a todos aqueles que tinham morrido desde o início do mundo até a sua chegada aquele lugar naquele momento.
Na eminência de Salomão “ainda” estivesse naquele lugar, sobre a possibilidade de não haver alcançado misericórdia de Deus, o mesmo teve mais uma possibilidade aceitando Jesus como o MESSIAS prometido a Israel.
Penso que Jesus jamais voltará e esse lugar, pelo simples fato, que todos que ali estavam ficaram sabendo que Ele existe e já foi retirado dali para outro lugar como nos assevera o texto escrito pelo irmão Paulo na carta aos Efésios. (Ef 2.1-6)

A HISTÓRIA DE SALOMÃO
A história de Salomão pode ser observada com os “M”(s), que destroem o homem, sobre a face desta terra.
M – Money = dinheiro em inglês, é a destruição mundial a cobiça pelo poder.
M – Mulher = o desejo por várias mulheres descumprindo o 7º e o 10º mandamentos.
M – Mundanismo – a concupiscência dos olhos e a soberba da carne nas coisas terrenas e na fama.
Fama dinheiro e mulher isto destruiu e atrapalhou muito a jornada deste homem escolhido por Deus para construir seu Templo.
Dos três “M” (s), o pior foi o da mulher, pois Salomão multiplicou esposas e concubinas, destas muitas eram das nações que o SENHOR havia proibido a união conjugal. . (Dt 17.17; 7.1-4).
            A conseqüência foi que em sua velhice suas mulheres lhe perverteram o coração para seguir outros deuses.
Seu coração já não era como o de seu pai Davi, mesmo depois de ter construído um suntuoso templo para Deus.
Salomão não se [1]afastou de Deus de repente, isso se deu aos poucos ao casar-se, primeiro com uma princesa do Egito, depois outras princesas, muitas das qual Cananéia. Para agradá-las ele permitiu que continuassem na sua idolatria e eventualmente construiu santuários para que ali oferecessem incenso e fizessem sacrifícios aos seus ídolos, Salomão, o homem mais sábio que já existiu, não me pareceu tão sábio, assim, tornando-se realmente o homem mais sábio quando se voltou a Deus, assim, nós não somos tão fortes quanto pensamos.

A TERCEIRA VISITA DE DEUS A SALOMÃO
A INFIDELIDADE – pode ser considerada uma afronta do homem a Deus, ainda assim o Senhor apareceu pela terceira vez a Salomão, desta vez apenas para avisá-lo que o reino de Israel seria tirado do seu filho e dado ao seu servo, porque Salomão não havia cumprido com a sua parte da aliança feita após a dedicação do templo.
A misericórdia do Senhor o impediu de agir como deveria, mantendo assim a descendência de Salomão junto à tribo de Judá que era a de seu pai Davi.

O pedido e a concessão
            Salomão em sua oração pede a Deus sabedoria, mas Deus lhe concede mais que isso. – “A teu servo, pois, dá um coração entendido para julgar a teu povo, para que prudentemente discirna entre o bem e o mal; porque quem poderia julgar a este teu tão grande povo? “ (1Rs 3.9- 1Cr 1.10)
            A resposta de Deus ao seu servo foi ”Porquanto pediste esta coisa e não pediste para ti riquezas, nem pediste a vida de teus inimigos, mas pediste para ti entendimento, para ouvir causas de juízo; eis que fiz segundo as tuas palavras, eis que te dei um coração tão sábio e entendido, que antes de ti teu igual não houve, e depois de ti teu igual se não levantará. E também até o que não pediste te dei, assim riquezas como glória; que não haja teu igual entre os reis, por todos os teus dias.” (1Rs 3.11-13 e 1Cr 1.11-12)
            Entre o pedido de Salomão e a concessão de Deus, há um ponto de análise feita por Deus no v10 “E esta palavra pareceu boa aos olhos do Senhor, que Salomão pedisse esta coisa” nos parece óbvio que um Deus onisciente não erraria em conceder ao seu servo sabedoria que viesse fazê-lo perder sua salvação, a má utilização da sabedoria é um estado do ser humano devido ao pecado, mas isto, não pode e nem creio que tenha interferido na salvação de Salomão.


PROVA SALVIFICA FORNECIDA POR JESUS
            Existem textos na Bíblia que bem observados, chegaremos à conclusão de serem palavras ditas, ou por profetas, ou por Deus, ou por ímpios, ou por reis, mas as mais importantes são as ditas pelo SENHOR JESUS, e neste sentido ficou registrado nos evangelhos algumas passagens sobre Salomão.
            Caso Salomão não tivesse alcançado misericórdia do Senhor corroborando com a sua salvação, e aceitação dos pedidos de perdão de Salomão, o próprio Jesus não teria feito menção deste servo do Senhor.
            Deus não é Deus de mortos, mas de vivos, portanto, seria inconseqüente Jesus mencionar um homem morto, como exemplo de alguma coisa.
            A Bíblia de estudo Matthew Henry registra uma nota importante diz: “Embora ele tenha caído, ele não foi completamente derrubado. Seu pecado não é registrado novamente porque foi arrependido ou perdoado, e então se tornou como se nunca houvesse acontecido. Quando deus perdoa os pecados, Ele os lança para trás de si e não se lembra mais deles”.
            O Livro de Crônicas registra apropriadamente a aceitação da salvação de Salomão, examinemos o texto rapidamente.
E dormiu Salomão com seus pais,
e o sepultaram na Cidade de Davi, seu pai;
e Roboão, seu filho, reinou em seu lugar
(2 Cr 9.31)
A expressão “dormiu com seus pais” – em toda Bíblia indica aceitação da pessoa como aprovada para seqüência da vida futura no caso de Salomão seu nome foi explicitamente citado “dormiu Salomão”.
Outra expressão “o sepultaram na Cidade de Davi” – indica que a morte (separação), foi do corpo atestado através do seu sepultamento, mas a parte imaterial (alma e espírito), foi para o seio de Abraão atual paraíso local dos salvos.

A morte de saloMão
Assim, como a santificação exige separação à morte também é um tipo de separação logo o texto diz claramente "Quanto aos mais atos de Salomão, a tudo quanto fez, e à sua sabedoria, porventura, não estão escritos no Livro da História de Salomão?"
Ao lermos a história deste homem sentimos tristeza ao ver que era um homem carregado em sabedoria, OUVIA AS PESSOAS e julgava com retidão, mas não conseguia OUVIR A VOZ DO SENHOR e agir com a mesma retidão consigo. 
Tinha tudo na vida, inclusive sobre si uma promessa, ter sobre sua continuidade a descendência do homem mais lembrado do Israel (DAVI). Teve de forma lamentável um fim carregado de tristeza e solidão.
Gozou das bênçãos de Deus, prosperou materialmente, mas não conseguiu permanecer fiel até a sua morte. Se tivesse observado em plenitude as palavras do SENHOR, talvez não tivesse que tomar para si o que registrou para o mundo. "De tudo o que se tem ouvido, a suma é: Teme a Deus e guarda os seus mandamentos; porque isto é o dever de todo homem. Porque Deus há de trazer a juízo todas as obras, até as que estão escondidas, quer sejam boas, quer sejam más." (Ec 12.13)

SALOMÃO E O NOVO TESTAMENTO
Em o Novo Testamento encontramos menção do nome de Salomão nas passagens de Mateus e Lucas as passagens diz respeito à sabedoria de Salomão e ao fato de Jesus ser maior do que Salomão.
Mateus 6.29E eu vos digo que nem mesmo Salomão, em toda a sua glória, se vestiu como qualquer deles.
Mateus 12.42 – A Rainha do Sul se levantará no Dia do Juízo com esta geração e a condenará, porque veio dos confins da terra para ouvir a sabedoria de Salomão. E eis que está aqui quem é mais do que Salomão.
Lucas 11.31 – A rainha do Sul se levantará no Dia do Juízo com os homens desta geração e os condenará; pois até dos confins da terra veio ouvir a sabedoria de Salomão; e eis aqui está quem é maior do que Salomão.
            Já o evangelho de João e Atos dos Apostolos volta sua escrita para o alpendre, sendo que uma das passagens de Atos é mais detalhado ao postular “no alpendre  chamado” logo subntende-se tratar-se de um local que levava o nome de Salomão.
João 10.23 – E Jesus passeava no templo, no alpendre de Salomão.
Atos 3.11 – E, apegando-se ele a Pedro e João, todo o povo correu atônito para junto deles no alpendre  chamado de Salomão.
Atos 5.12E muitos sinais e prodígios eram feitos entre o povo pelas mãos dos apóstolos. E estavam todos unanimemente no alpendre de Salomão.
            Isto porque Salomão na construção do tempo fez um altar de cedro e o cobriu com ouro e colocou-o no lugar santo do Templo (1Rs 6.20,22- 7.48) consistia num teto suspenso por colunas ou pilastras cobrindo a entrada de um edifício. 
De qualquer forma Salomão é lembrado em o Novo Testamento, portanto, não vejo como teólogo motivo para dizer que Salomão não tenha sido salvo, pelo contrário mediante as bases informadas creio que Salomão está com o Senhor.
            Assim pontuo que ele se salvou, contudo, não estabeleço final em minha opinião, mas deixo aberto para outros apresentarem argumentos diferentes.

  As misericórdias do Senhor
são a causa de não sermos consumidos,
porque as suas misericórdias não têm fim.

Lamentações 3.21

Pastor Themmy Lima
Formado em Turismo pela ABAV – é Bacharel em teologia, a cominho do doutorado, exegeta, professor de Teologia e escritor autor de mais de 16 livros todos publicados por sua editora Mundo Cristão, é colunista do blog Mundo teológico, membro dos Pensadores Cristãos do Brasil, participou do programa Vejam Só do reverendo Eber Cocarelli, faz parte do grupo de apologética nacional e arminiano.

Para maiores contatos – themmy2@hotmail.com  ou themmy2@gmail.com
(11) 96777-2975 Oi.


[1] Salmos 42.7 

sexta-feira, 19 de junho de 2015

Qual sentido da expressão “imagem e semelhança de Deus”? - Por Themmy Lima

Qual sentido da expressão “imagem e semelhança de Deus”? - Por Themmy Lima
Qual sentido da expressão “imagem e semelhança de Deus”?



Gênesis 1.26
E
disse Deus:
[1]Façamos o homem à nossa imagem, conforme a nossa semelhança;
e domine sobre os peixes do mar,
e sobre as aves dos céus,
e sobre o gado,
e sobre toda a terra,
e sobre todo réptil que se [2]move sobre a terra.

וַיֹּאמֶר אֱלֹהִים נַעֲשֶׂה אָדָם בְּצַלְמֵנוּ כִּ‍דְמוּתֵנוּ [3]
            Ao longo dos séculos não é difícil encontrarmos pessoas em busca da resposta, o que realmente vem a ser, ou como entender o sentido da expressão bíblica “imagem e semelhança de Deus”.
            Seria pretensão estabelecer uma afirmação final para a questão, contudo, é interessante esclarecer ao leitor meu ponto de vista quanto à questão “imagem e semelhança”, para tanto, segue minha linha de pensamento.
 DESMEMBRANDO O VERSÍCULO
            Segundo o comentário de Matthew Henry a criação de o homem ter ocorrido na segunda parte do sexto dia se deu em favor deste, ser, ter sido o ultimo da criação; Certamente para não dar entender há algum  herege, que o homem possa de alguma forma ter contribuído com Deus na criação.
Há de se entender, contudo, que qualquer que seja a questão a ser resolvida, deve-se, sobretudo, voltar os olhos para os feitos de Deus e não ao homem como mero expectador.
  O contexto em que a questão é estabelecida carece da analise perfeita da linha de pensamento a ser defendida.
Assim, devemos observar que o texto proposto em (Gênesis 1.26), é claro ao dirigir a narrativa da criação.
 Ele claramente estabelecendo a soberania de Deus.
Além do que é uma afirmação.
Procedente do próprio Deus Criador, não de expectadores, observe:
E disse Deus”!
Esta expressão por si só já define em totalidade qualquer sentido exigido pelo texto, mas a seqüência é ainda melhor por que aparece o que a teologia entende como sendo “plural de majestade”, ou seja, forma pluralística usada pelos judeus para estabelecer varias formas de atuação por parte de um ser majestoso.
A questão sobre o termo “plural”.
Então, o primeiro ato para entender o que seja plural de majestade é entender o que seja “plural” – esta é a flexão em número de uma palavra, podendo ser voltada a nomes ou a verbos.
No tocante a variação de uma palavra, o singular consiste em unificá-la, tornar o significado da palavra um único elemento, enquanto o plural, para mais de um elemento. 
A questão sobre o termo “majestade”
Já o sentido de “majestade” é voltado a – expressar o caráter do que impõe respeito e veneração, logo plural de majestade é em sentido mais objetivo o que podemos defender como sendo o ato de “estabelecer respeito e veneração do caráter de quem apresenta suas varias formas de agir”.

A questão sobre o conceito judaico
            No conceito judaico – a pluralidade de majestade é aplicada em referência a um verdadeiro Deus.
Por exemplo:
O nome plural no hebraico para Deus é “Elohim”, pois denota majestade, excelência, superioridade, respeito e veneração, referindo-se à infinita plenitude e grandeza ilimitada de Deus e também  designa mais o sentido “quantitativo” de que a pluralidade numérica.
            Por isto, a expressão “façamos”, deva ser entendida como uma das várias formas de atuação do Deus (Elohim), pois, ela também coloca o homem como governador das coisas inferiores, e responsável por representar Deus entre elas estabelecidas sobre a palavra “domine = governe”.
            Todas as vezes que encontrarmos a expressão “Elohim” se identificará a multi forma de atuação de Deus.  

Conceito de imagem e semelhança
            Antes de prosseguirmos com a questão sobre “imagem e semelhança” é necessário a apropriado esclarecer que esta expressão no conceito judaico é subdividida.
            Moisés Maimônides também conhecido pelo acrônimo Rambam, foi um filósofo, religioso, codificador rabínico, médico e extremamente respeitado no meio de seus contemporâneos.
Ele diz que:
            Há de se distinguir “alma e espírito” para melhor entender o sentido de “imagem e semelhança”, assim quatro distinções separam esta linha de raciocínio.

Tsélem                        forma
Demut                        semelhança
Tôar                            aspecto
Tavnit                         configuração

Tsélem e Demut representam a condição espiritual – sendo este o único meio capaz de elevar o homem a Deus por que aponta para a imagem mental, moral e espiritual de Deus.
Tôar e Tavnit representam a condição material – não se podendo atingir a presença de Deus pela matéria. 

Baseado em Maimônides através da sua linha de pensamento, podemos identificar a triunidade divina. 
Deus PAI – Deus FILHO e – Deus ESPÍRITO SANTO
            E o homem em sentido da sua formação é espírito, alma e corpo.

PAI
FILHO
ESPÍRITO SANTO

Alma
Corpo
Espírito

            Dentro do conceito teológico podemos com certo grau de exatidão pontuar que com base na leitura de Gênesis 1.26, estabelecer que não se deva tratar o sentido de “imagem e semelhança” como sendo referente à parte física de Deus, visto quer através da boca do próprio Deus encarnado afirmou que “Deus é espírito” (Jo 4.24).
            Uma leitura detalhada deste versículo o leitor poderá identificar que a palavra “espírito” encontra-se em letra minúscula distinguindo o ESPÍRITO SANTO a composição triuna da trindade (O SER DE DEUS), do espírito de vida a qual o homem possui, ou seja, a composição da formação do homem.  

Conceito teológico para
imagem e semelhança
            As palavras imagem e semelhança se reforçam mutuamente, pois um detalhe as estabelece, não existe a vogal “e” para dar distinção entre elas, mas ao mesmo tempo causa a integridade de ambas.
            A “imagem” pode ser considerada a indelével constituição do homem como ser racional e como ser moralmente responsável e a “semelhança”, é a harmonia com a vontade de Deus, perdida parcialmente na queda, a distinção existe, mas não coincide com esses termos.
Depois da queda, ainda se diz que:
1) o homem é segundo a  imagem de Deus (Gn 9.6)
2) e a SUA semelhança (Tg 3.9)       
            Portanto “imagem e semelhança” referem-se à parte moral do homem em relação a Deus.
            Sendo Deus, espírito, como afirmado por Jesus no Evangelho de João (Jo4. 24), não é apropriado tomar a iniciativa de materializá-lo a fim de saciar a finita mente humana.
            Tomar este processo como correto é o mesmo que diminuir o SOBERANO ao estado da criatura.
No meio teológico tal processo é conhecido como “[4]antropomorfismo”, ou seja, atribuir a Deus comportamentos e pensamentos característicos do ser humano.
            Ao passo que o próprio Deus permitiu ao homem o “teomorfismo”, ou seja, a semelhança moral do homem em relação a Deus, para que ambos posam se comunicar.
            Ainda que com a queda o homem tenha perdido parte de sua capacidade de comunicação e vivência com Deus, ele ainda possui partículas deste Deus bondoso e amoroso, por isto, peregrina num autentico processo de restauração da sua imagem, chegando à semelhança daquele que é SEU CRIADOR.
            O homem jamais será Deus, mas possui características morais de Deus em si.
            Por exemplo, o homem, pensa, tem vontade própria, tem sentimento e muitos outros atributos coligados a Deus como ser dependente.
            O renomado lingüista James Strong pontua seu comentário a expressão “façamos o homem à nossa imagem e semelhança” com singular visão diz-nos ele: “Quando são usados pronomes no plural – “[5]façamos” -, isto, indica a pluralidade de pessoas (um plural de número), ou o conceito de excelência ou majestade que pode ser indicado desta mesma maneira em hebraico? Deus poderia estar (1) falando com os anjos, (2) com a terra, (3) com a natureza, referindo-se a si mesmo em relação a algum deles? Ou esta é uma indicação germinal de uma distinção de pessoas na Divindade?” Não se sabe ao certo.
            Até a vinda de Jesus não se tinha uma definição entendível sobre a Trindade ainda que fosse indicada em outras perícopes. (Is 48.16)

Conceitos Teológicos
            [6]Nós não acreditamos, sob hipótese alguma, em três deuses. Nosso Deus é Um, e seu nome é YHWH (Adonai; HaShem). Ele se revelou a nós através de seu Filho, o Messias, que é sua própria imagem e reflexo, e, no que tange à interação de Deus coma humanidade, ele nos toca e fala conosco através de seu Espírito.
A teologia define IMAGEM – como um termo empregado para retratar a forma “[7]antropológica” do homem em relação à imagem e semelhança de Deus, porque sobre ele consistem quatro sentidos primários do governo divino.
1.      Conhecimento
2.      Justiça
3.      Verdade
4.      Santidade

Identifique isto, lendo Efésios 4.24 e Colossenses. 10 não existem dificuldades em afirmar que nossos ancestrais Adão e Eva tinham sobre si a verdadeira separação (santos) e eram felizes (bem aventuranças) uma vez que a imagem serve para expressar e não para descrever 
            Quando o pecador ouve o evangelho lhe dá ouvidos, as palavras que lhe soaram aos ouvidos penetram em seu coração ele passa “participar” da imagem de Deus, (Rm 8.29; IICo 3.18).
Observe que não é dito que o homem passa “ser” a imagem de Deus, mas que ele participa desta imagem.
Este processo é chamado na teologia de remissão, por isso, o homem remido tem o direito de participar da natureza divina. (Jo 1.12) Por que Cristo é a perfeita imagem de Deus (Cl 1.15), mas na redenção o homem pecador passa a participar da imagem do ultimo Adão (Cristo), embora ainda retendo a imagem do primeiro Adão (1Co 15.45-49)

Porquanto aos que de antemão conheceu, também os predestinou para serem conformes à imagem de seu Filho, a fim de que ele seja o primogênito entre muitos irmãos. (Rm 8.29)
 Mas todos nós, com cara descoberta,  refletindo, como um espelho, a glória do Senhor, somos transformados de glória em glória, na mesma imagem, como pelo Espírito do Senhor. (2 Co 3.18)

            É certo que o homem tem sua alma danificada pela queda que resultou no sofrimento pelo pecado, mas ao ter

A teologia também define SEMELHANÇA – com um termo que aponta para “modelo ou forma” usada para criar um símile de comparação entre duas coisas ou seres diferentes.
            Por exemplo, somo comparados a Deus em sua condição moral, mas não somos Deus em essência, por que:
            DEUS não peca          – nós pecamos.
            DEUS não muda        – nós somos mutáveis.
DEUS é eterno           – nós somos perpétuos.

Enquanto a palavra imagem é extensiva em sua proposta a palavra “semelhança” aparece no texto do Gênesis como uma importante adição, pois delineia a criação como um mero fac-símile de Deus como tal distinta DELE. No antigo oriente as divindades eram consideradas aos deuses, mas na Bíblia a palavra “semelhança” serve para distinguir Deus dos humanos criados.
            Os teólogos medievais apontavam “imagem e semelhança” como sendo similares, no entanto, este foi um erro grosseiro visto que com maior grau de exatidão os teólogos atuais compreendem com eficácia que enquanto o termo imagem serve para referir a razão natural o termo semelhança serve para assegurar a distinção entre o homem e Deus.
O apostolo João definiu esta verdade sobre a semelhança do homem com Deus desta maneira:
Amados, agora, somos filhos de Deus, e ainda não se manifestou o que haveremos de ser Sabemos que, quando ele se manifestar, seremos semelhantes a ele, porque haveremos de vê-lo como ele é”. (1Jo 3.2)

            A expressão, “amados” – aponta para os membros participantes do corpo de Cristo “a igreja”, na seqüência o apostolo nos fornece duas garantias, “agora, somos filhos de Deus” a primeira quanto à questão “agora” que sintoniza o período da igreja, o segundo quanto a nossa filiação com Deus, “somos filhos de Deus”, posto esta realidade ele passa para a explicação de como nos encontramos na atual era, “ainda não se manifestou o que haveremos de ser”, contudo nos fornece uma terceira promessa “Sabemos que, quando ele se manifestar, seremos semelhantes a ele” – quando ele se manifestar estabelece duas grandes premissas (1) ELE retornará baseado na palavra “quando” a (2) referente sua manifestação, ou seja, seu aparecimento, por fim, nosso tão esperado anseio sendo contemplado “haveremos de vê-lo como ele é”.
imagem e semelhança na igreja
É bem provável que os teólogos atuais respeitem entre si o fato de que a cruz tenha garantido ao pecador a integridade da restauração da imagem perdida de maneira parcial no Eden.
Este processo tenha ocorrido de forma independente da redenção, porém sema, desmerecer os processos subseqüentes a salvação.
Karl Barth – tem um pensamento interessante sobre a imagem de Deus e a igreja, diz: “Quando ao homem foi dada a mulher, ele aprendeu algo da importância dos relacionamentos pessoais. O homem é capaz de entrar em relação de pacto com Deus prometeu ligar o homem a si mesmo, neste pacto. Em Cristo, a imago se torna manifesta quando Cristo chama a noiva (a Igreja), para si mesmo. Logo, para vermos a verdadeira imagem de Deus, devemos olhar não para o individuo isolado, e, sim, para Jesus Cristo e a sua congregação (imagem), onde encontramos a concretização da imagem de Deus. Assim entendemos algo do que Deus é e do que Ele faz”.
Até mesmo a igreja católica independente de seus ritos pagãos, positivamente pontua de forma aceitável sobre a imagem e semelhança de Deus, dizem eles, “Se a imagem de Deus tivesse sido destruída na queda, então o próprio homem teria deixado de existir. Assim, a imagem de Deus continua no homem, embora ele precise ser ajudado pelos meios da graça”.
Como cristãos confessos, entendemos favoravelmente que Jesus Cristo é Deus, firmados em suas palavras “Eu e o Pai somos um” (Jo 10.10) que enquanto na forma corpórea foi plenamente Deus e plenamente homem, por isto, possui em ambas as formas a imagem de Deus, “Este é a imagem do Deus invisível, o primogênito de toda a criação” (Cl 1.15) logo os que a ELE se acheguem terão sua imagem e semelhança, “assim também nós, conquanto muitos somos um só corpo em Cristo e membros uns dos outros,” (Rm 12.5).

Conclusões finais
            Por fim, a resposta a questão.
Qual sentido da expressão
“imagem e semelhança de Deus”?

            Deve ser respondida sob a condição de antes questionarmos o texto o verdadeiro sentido de tal expressão.
A saber:
            Por que Deus acresceu a terminologia “imagem e semelhança”?
            Certo é que ELE poderia apenas ter dito.
            “Façamos o homem”! – sabendo, que para nós isso, já seria suficiente para compreendermos o estabelecimento.
Contudo na intenção de estabelecer sentido futurístico à criação humana, e vale lembrar, sabendo a queda que ocorreria este Deus TODO PODEROSO, anteviu os acontecimentos.
ELE preferiu acrescentar os vocábulos “imagem e semelhança”, para distinguis o segundo Adão do primeiro.
Depois de acentuada discussão sobre imagem e semelhança podemos concluir que caso Deus ao tivesse agido desta forma certamente teria dado margem aos gnósticos que costumavam usar a palavra “Pleroma”, para representar a totalidade das emanações de Deus incluindo os seres vivos, incluindo os seres angelicais e segundo eles cada um desses seres possuíam a partilhavam parte dessa divindade, sendo uma tênue manifestação de Deus.
Mas omais importante foi estabelecer o REDENTOR, sim, estabelecer os REDENTOR DA humanidade que deveria apresentar ao mundo  criado os dois lados da criação.
O DEUS encarnado e o HOMEM REDENTOR, isto só seria possível sendo ele Deus e homem, por isto que Timóteo registrou Jesus como o intermediário entre Deus e os homens.

Porque um Deus
e um [8]mediador entre Deus e os homens,
Jesus Cristo, homem,
(1Tm 2.5)

Observe que o termo “homem” no final da frase compromete o SER DE JESUS REDENTOR para sempre, porque ELE jamais será somente Deus, como antes da encarnação, pois, atualmente esta nos céus a destra de Deus, como DEUS HOMEM, conhecendo e refletindo tanto a imagem de Deus aos homens como a imagem dos homens a Deus.
Conhecendo – porque participou da natureza humana.
Refletindo – porque apresenta diante do PAI as almas compradas com seu sangue.
O autor finaliza defendendo ser, o sentido primário da criação a restauração do homem caído, e o restabelecimento moral da imagem humana parcialmente perdida na criação.
Eis o sentido da imagem e semelhança de Deus em (Gn 1.26).




[1] Eclesiastes 7.29; Efésios 4.24; Colossenses 3.10; 1Corintios 11.7
[2] ou roja
[3] Bíblia Hebraica Stuttgartensia. Stuttgart: German Bible Society; Westminster Seminary, 1996, c1925.
[4] Infelizmente foi exatamente isto que fizeram os mormos que asseveram a materialidade de Deus, e para maquiar suas infelizes interpretações procuram maquiar seus erros atribuindo um sentido superior s Deus em relação às outras espécies. 
[5] Analise e veja se a passagem de Isaías não corrobora para atestar a Trindade na atuação da criação do homem a afirmação textual de que “eu estava ali” não deixa duvidas a presença das três pessoas CRIADOURAS. “Chegai-vos a mim e ouvi isto: j  Não falei em segredo desde o princípio; desde o tempo em que aquilo se fez, eu estava ali; e, agora, o Senhor Jeová me enviou o seu Espírito
[6] Este texto é extraído da Obra Respondendo Objeções Judaicas contra Jesus – Volume Dois.
[7] Os animais foram criados segundo a sua espécie, mas o homem foi criado segundo a espécie de Deus, por isto, fala, pensa, sente e age, esta é sua natureza que em conformidade a imagem de Deus mesmo tendo sido corrompido pelo pecado ainda pode aceitar ou recusar o favor imerecido, ou seja, a graça de Deus.
[8] Eis duas passagens que de forma clara nos mostra a verdade sobre a imagem e semelhança. Galatas 3.20 e Hebreus 8.6

EBD CAST | 02/01/2026 | Rádio AD FM SP